Produtores
de essências fazem do marketing de empresas um novo
filão
Nem só de perfumes vivem os fabricantes de aromas e
essências. Conquistar o mercado pelo cheiro é a
estratégia que vem sendo adotada pelas indústrias
para aumentar a clientela. Das mais simples a tão
exóticas quanto o odor de café, pão
com manteiga e panetone, nada é impossível. O
destino do produto são empresas, que descobriram a
utilização do aroma para incrementar
estratégias de marketing. Dominado pelas multinacionais, o
segmento é também explorado por empresas de
médio porte. Para estas, o faturamento médio
mensal chega a R$ 50 mil, quantia necessária para adquirir a
matéria-prima. O indicado para começar o
negócio é ter capital mínimo de R$ 500
mil, referentes aos tachos para mistura, estoque,
contratação de pessoal e
produção inicial de 400 quilos mensais.
Criada há 25 anos, a Ferquima Indústria
e Comércio, localizada em Vargem Grande, a 30
quilômetros da capital de São Paulo, é
uma empresa familiar. Não desenvolve as essências,
as utiliza para produzir as fragrâncias para a
indústria de cosméticos, principalmente.
"Não há como competir com as gigantes do mercado,
as multinacionais, com tecnologia e capital para montar estruturas
apropriadas à produção da
matéria-prima. Terceirizo esta parte, limitando-me a criar
os aromas. É um segmento que exige conhecimento e capital de
giro alto, de pelo menos o dobro do que vai ser usado para a
produção, porque não se compra pouca
quantidade de cada coisa e os preços são altos",
comenta Jean Hubert Lasthaus, dono da Ferquima.
Alto custo
Para se ter uma idéia do alto custo dos óleos
essenciais, matéria-prima para criar as
fragrâncias, os preços vão de R$ 20 a
R$ 50 mil, o quilo. Neste valor está o óleo
essencial de rosa da Bulgária. A Ferquima
produz as fragrâncias de citronela, limão,
laranja, tangerina e eucalipto, destinadas aos fabricantes de velas e
sabonetes artesanais.
Fonte: JORNAL DO COMMÉRCIO